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Informativo Ministerial - Abril


Já faz um mês e meio que moro em São Paulo. Durante esse tempo tenho refletido muito sobre meu propósito de estar vivendo aqui. Recordo que em minhas orações, pouco antes de terminar a universidade, expressava a

Deus minha vontade de trabalhar em uma organização missionária que fosse relevante no estabelecimento do seu Reino e que trabalhasse com uma visão estratégica. Quando saio para casa, depois do trabalho, lembro-me sempre disso e meu coração salta de alegria, sei que estou aqui pela vontade de Deus e me sinto privilegiada por isso. É maravilhoso!

Como parte da adaptação a cidade, sinto-me só. Recordo sempre da família, dos queridos amigos da ABU Imperatriz e dos irmãos da minha igreja local. Sinto muita falta da familiaridade. Ao mesmo tempo sou fortalecida com palavras de ânimo singelas e encorajadoras de alguns amigos, com o convívio com o pessoal do escritório e com nossas manhãs devocionais. Sinto sempre a necessidade de estar em sintonia com o Senhor para recordar o sentido pelo qual estou aqui e não estreitar a visão dos meus sonhos e propósitos.


Desenvolvendo meu trabalho
Aos poucos meu trabalho mostra-me que é ainda maior e desafiador. Trabalho na equipe nacional da missão, com o ministério específico de mobilização de recursos, um trabalho muito estratégico para o desenvolvimento e sustentabilidade da missão. Percebo nitidamente o Senhor nos sustentando e nos chamando a confiar nele.

Durante esse um mês e meio, iniciei o acompanhamento dos obreiros novos e atuais e lideranças estudantis regionais (para a área de mobilização de recursos), e o relacionamento com os doadores da ABUB.  Reuni-me também com a secretaria executiva e o obreiro Fernando Costa,  em uma campanha de fortalecimento da missão na Região Norte. Graças a Deus por esse tempo!

Um super resumo do que vivi na Polônia!







“Ele recebeu autoridade, glória e o reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram. Seu domínio é um domínio eterno que não acabará, e seu reino jamais será destruído.” Daniel 7:14



Senti como se eu estivesse em um pedaço do céu. E essa sensação se prolongou em vários momentos na Assembleia Mundial da IFES na Polônia. Juntos – mais de 150 nações – cantávamos em uma só voz “Holy, Holy, Lord God Almighty ...  all the saints adore Thee” (Santo, Santo, Senhor Deus Poderoso... todos os santos te adoram). Confesso a vocês que esses momentos de louvor foram muito significativos para mim e, sem dúvidas, acrescentou a minha fé.
A Assembleia Mundial da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos (sigla IFES, em inglês) aconteceu no período de 26 de julho a 03 de agosto, em Cracóvia, na Polônia. Esse país é muito marcado pela Segunda Guerra Mundial; sua história parece muito viva enquanto andávamos pelas ruas de Cracóvia. 
Próximo à cidade ainda é conservado um grupo de campos de concentração e extermínio chamado Auschwitz-Birkenau, onde morreram de um milhão à um milhão de meio de pessoas. Lá encontramos a triste memória dos horrores da maldade dos homens. 
Minha amiga Jessica Grant descreveu muito bem algumas partes visitadas na Polônia: “... ao ver cada prédio destruído aprendi a ver que aquilo era um pedaço da história. Polônia não é um turismo "cool". Não é tipo: ‘Oba, olha lá a Tour Eiffel ou a Estátua da Liberdade, ah que divertido’. É mais algo como: ‘Veja só, um símbolo da lembrança da maldade humana’, a prova de até quais pontos ela pode chegar. Horrível, mas humanizador”.
 E nesse cenário polonês senti o contraste e o paradoxo da vivência e autenticidade da fé cristã. Ouvi histórias e conheci pessoas que me fizeram abrir ainda mais meus olhos ao que Deus está fazendo na história da humanidade, como ele age por meio do tempo, cultura e pessoas para restaurar consigo a humanidade caída. 




CONHECENDO CULTURAS
Tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas diferentes. Mesmo com algumas dificuldades de comunicação, estávamos alegres em viver por alguns dias em uma grande comunidade rica em culturas, histórias e vivências diferentes. Pessoas com o pontinho vermelho no crachá nos avisavam que não devíamos divulgar suas imagens na internet: eram pessoas especiais que moravam em países sem liberdade religiosa. 
Pude perceber que os problemas e a vida dos países na América Latina são muito semelhantes. No final de cada reflexão bíblica pela manhã, nos reuníamos em grupos pequenos para compartilhar e refletir juntos o que estávamos aprendendo. No meu grupo havia pessoas da Argentina, Panamá, Inglaterra, México, Costa Rica e Uruguai.


PENSAMOS JUNTOS...
Na Assembleia tivemos uma delegação de doze brasileiros: oito estudantes, uma profissional e três obreiros. Eu e outros estudantes chegamos para um pré-encontro onde nos reunimos e discutimos temas desafiantes e que depois foram expostos em fóruns. 
Algumas das reflexões foram: Porque estudantes cristãos perdem sua fé no ambiente estudantil? Como compartilhar sua fé em um país que perseguem cristãos?. Discutimos sobre as principais correntes de pensamentos, ideias ou cosmovisão da universidade que diferem, vão contra, ou desafiam a cosmovisão cristã (relativismo moral, o evolucionismo, o pluralismo, etc.), bem como a compreensão do estudante cristão a respeito da homossexualidade.
 Outras questões foram: que aspectos da cultura inibem ou ajudam na propagação do Evangelho? Que influência temos nas políticas estudantis? Como a prática social nos faz parte da nossa evangelização? Esses entre muitos outros que desafiam nossa identidade cristã na universidade.

Uma questão muito interessante levantada como uma consulta na Assembleia foi sobre o estudo da Bíblia entre os jovens cristãos. O objetivo era ajudar a construir um engajamento relevante com as Escrituras, confiando no poder da Palavra de Deus dentro de culturas dos movimentos e desenvolver novas abordagens que ajudarão esta geração de estudantes a se interessar e serem atraídos pelas Escrituras, aprenderem a se aprofundar na Palavra de Deus, e se tornarem firmemente enraizados em Cristo.
Participei também de alguns fóruns como a “A arte no ministério estudantil”, que nos ajudou a repensar como esta nos ajuda na comunicação e na compreensão do evangelho; o outro fórum foi o “Criando discípulos para toda vida”, onde compartilharam ideias do trabalho da IFES com profissionais na Europa. Os profissionais ajudam os estudantes e recém-graduados, por meio de mentoria, a entenderem como sua profissão é relevante na construção do Reino de Deus, ajudando-os a entenderem sua vocação e mostrando formas práticas do engajamento cristão no ambiente profissional. 
Muito mais tenho para compartilhar com vocês; ainda estou digerindo toda a experiência. A sensação é que tenho muito a aprender e a caminhar, e este é só o começo dessa caminhada. São muitos os desafios, mas estou feliz por entender que Deus é o principal autor dessa história e eu sou uma serva que está inteiramente à disposição na construção do seu Reino.


AGRADECIMENTOS
Esta experiência não poderia acontecer se não fosse pela boa dádiva da graça de Deus, que me fez perceber seu agir nos mínimos detalhes da preparação dessa viagem, provendo de forma inesperada tudo que faltava.
Agradeço aos irmãos que estiveram em oração durante esse tempo. À minha igreja local e ao pastor Antonio Carlos, no bairro Boca da Mata; aos amigos do ministério da ABU, em especial na Região Norte.
E um agradecimento especial ao grande apoio dado pelo pastor Raul Cavalcante, presidente da Assembleia de Deus em Imperatriz/MA e ao Joceli da Fonseca.
Aos meus pais que me apoiaram e me ajudaram em tudo; a boa parte dos meus familiares, que me apoiaram financeiramente e me receberam em suas casas: aos primos Raphael Silva e tia Vera, Helines Sousa e esposo, Helaine Cristina e tia Neide Sousa, Marcos Alencar e tio Neemias Alencar e tia Olindina Sá.
Aos amigos da ABU que também entram nessa lista: Thaysa Farias, Jessica Grant, Jobson Lyrio e os queridos assessores Tim e Joyce Keliher. À Caroline Batista e Eduardo Oliveira, por me ajudarem com a ideia e revisão dos textos dos informativos. Obrigada a todos que me apoiaram direta e indiretamente, pois seriam muitos nomes escritos aqui.

Ainda em casa

Sim, sei que estou devendo uma atualização aqui, então voltei para contar algumas novidades!
Quero compartilhar minhas alegrias e desafios dentro do ministério da ABUB na Região Norte, ainda como estudante. Tenho me preparado com alegria para ir à Assembléia Mundial em Julho, e a data está cada vez mais próxima! A ansiedade, alguns medos e alegrias fazem parte da preparação.
Sim, minhas malas já estão quase prontas! Engraçado, algumas pessoas já me perguntaram como foi a viagem! Talvez confundiram, porque em maio eu viajei para Boa Vista (RR) e Manaus (AM), em companhia do Fernando Costa, nosso assessor regional, e de Eduardo Oliveira, de São Luís.
A viagem foi um tempo muito precioso, objetivo foi visitar e oferecer capacitação aos grupos que são novos e encontram dificuldades em participar de treinamentos regionais. Veja alguns depoimentos feitos por estudantes sobre nossa visita:

“Roraima recebeu no fim de semana passado  Fernando Costa e Tályta! Foi muito bom! É um renovo em nossa caminhada!” Priscila Barreto (ABU Boa Vista)
“TMR(Treinamento Micro Regional da ABUB) super esclarecedor,aprendi muito,agora é hora de botar em prática!” João Pedro (ABU Manaus)

 
Nos alegramos por sermos canais de fortalecimento dos grupos, foram momentos de comunhão, crescimento, amadurecimento. Logo depois de Manaus, visitei Teresina-PI, onde será realizado nosso Curso de Férias 2011, visitei alguns núcleos de ABU e ABS. Como essa família de estudantes é grande! Orem por isso!

 



Para justificar mais ainda meu tempo sem escrever, aqui em Imperatriz de 29 de abril a 01 de maio, organizamos um treinamento pra estudantes e contamos com participação de algumas cidades vizinhas como Marabá-PA, Araguaína-TO, Teresina-PI e São Luis-MA.

É uma alegria fazer parte disso tudo, enquanto estudante!

Todo esse contato será imprescindível para compartilhar do nosso trabalho, história e desafio na região Norte do Brasil, na Assembléia Mundial na Polônia, e ser canal de aprendizado.

Rumo a Boa Vista e Manaus!

Esses dias não estão sendo fáceis, muita correria desde a hora que cheguei de viagem, e por pouco não conseguia uma passagem de volta para casa, já aprendi a lição, sempre compre passagem de ida e volta se você quiser voltar na data certa!

Daqui a duas semanas estarei viajando para Boa Vista e em seguida para Manaus. Deus foi gracioso, consegui passagens por um preço bem baixo, quase sem custos por milhas no período de recesso do estágio. O objetivo da viagem é visitar o grupo da ABU em Boa Vista e ajudar na programação do Treinamento Microrregional em Manaus, onde deve participar grupos dessas duas cidades. Estou indo com o nosso assessor regional Fernando Costa sei que será um tempo de crescimento. No treinamento darei uma exposição bíblica e possivelmente uma oficina, estamos trabalhando o livro de II Timóteo. A correria da semana será conciliar teste e trabalhos da universidade, aproveitar o tempo para conseguir alguns mantenedores para as viagens missionárias e encontrar um tempo para descanso, estudo e organização.

Ore por isso! Logo nos vemos por aqui ... =)

Por um chamado e não por um movimento

Talvez eu tenha me embaraçado no meio do caminho, acredito que ainda não seja tão tarde para voltar. A gente fica empolgado mesmo com a tal imagem, nos auto asseguramos e achamos que aquilo que a gente faz ou participa é bom demais, tão demais que passamos a confiar nas nossas próprias formas de fazer as coisas e acredito realmente que deixamos de confiar nEle! Esquecemos até os fins, os fins se torna o que fazemos, e o que somos estar a um triz de se perder por não entender o real significado do chamado ou da vocação.

Somos parte da igreja e não de um movimento, espero que isso esteja mais claro dentro de mim. Algumas pessoas me chamam de lado e me dizem: "Você é um benção pra nós, vejo que você gosta mesmo do movimento", confesso que me contrario e fico até triste com o pensamento destas com essa frase, lembro-me do dia em que eu estava a fazer uma simples atividade escolar e senti um enorme desejo de começar um grupo que pudesse compartilhar da nossa fé em Cristo para os meu colegas de turma na escola, e mais do que isso, o de impactar aqueles que estavam próximo com nossas atitudes! Não é por um movimento e sim por um chamado!

Nessa liberdade quero seguir, minha motivação não passa pelo movimento, passa pela minha fé em Cristo. Por mais de uma vez talvez eu tenha errado em seguir corretamente alguns passos, preocupando-me com as formas, ou métodos, ou até mesmo o costume de um movimento, tenho que olhar e voltar atrás, rever o que eu tinha como embate, não vou mais me prender ao meio de chegar, eles não serão os fins.

E olha...não quero construir nada, não quero imagem alguma, não quero ser aclamada em nada, Deus me ajude... quero apenas poder sentir o prazer de ter cumprido minha missão a qual sinto por obrigação, esta que ao mesmo tempo não sinto como um fardo, sinto como prazer, é o meu chamado.

Então aproveito para lhe dizer, se você é movido por um ideal, continue... continue... não olhe para trás e não desista.

Quero estar mais disposta, talvez eu precise de um tempo para poder fazer muito mais do que tenho feito por aqui, ainda acho tudo muito mediocre, quero poder ser instrumento de algo maior, e sei que isso terá um preço maior também, mas acho que não fui feita pra me contentar com o pouco, quero poder ver mais, sentir mais, viver mais, quero poder ter o Senhor aqui, mais perto de mim e mais perto de outros através de mim.

Que meu coração esteja sempre nisto, nas coisas eternas, que meu tesouro esteja em ti, Senhor!

Viagem de Janeiro/Novembro

ÊÊ!! Hoje é o dia da saudade... pra mim!
=)

Olhando antigas anotações de uma agenda, encontrei um depoimento de uma amiga que estava indo embora, ela me escreveu uma música, e compartilhou seu carinho e saudade do grupo que tinhamos na escola, então depois de alguns anos me deparo com a mesma música que não lembrava que uma amiga havia escrito a alguns anos atrás, entendo melhor aquele momento, hoje ela me traz lembranças e saudades desse tempo e de outros que vivi, estou tentando aprender ela! ^^
Hoje tenho saudades do IPL, e das pessoas que conheci em Salvador.


Interprete: Carlinhos Veloz
Música: Viagem de Novembro

O novo mais Novo


A cada dia que passa tenho vontade de viver mais o surpreendente, o novo, o diferente. Acho que é por isso que amo tanto o evangelho, ele é novo e surpreendente em minha vida a cada dia, tédio não existe no vocabulário de quem vive o evangelho com toda força, os sonhos são os mais absurdos e a fé já não é mais algo abstrato, mas concreto em que podemos ouvir e pegar através da vida das pessoas!

Hoje, enquanto olho as notícias do movimento da ABUB, me empolgo por saber que também em uma fração da existência desse movimento eu posso fazer parte dele, não por um mérito meu, mas pelo próprio chamado que Deus põe em meu coração e pelo privilégio de Ele me dar de ter colocado tudo isso em meu caminho, da forma como eu havia pedido.
Muitas vezes as coisas não acontecem da forma como esperávamos, mas Deus conhece o profundo do nosso coração, e nos surpreende com aquilo que achávamos que não era tão bom assim. Independente de tudo, peço a Deus que me dê um coração Bem AVENTURADO, e que saiba contar os meus dias, para que eu possa viver conforme seus designios.
Um novo ano chegou, e com ele a esperança de aprender a viver melhor o que é me chamado de PRESENTE, a hora é essa!



Sola Gratia,

Soli Deo Gloria!

Compartilhando o Curso de Férias

Tudo parecia incerto, enquanto os dias se aproximavam do Curso de Férias em Marabá(PR). A organização estava se apertando. Muitas pessoas desistindo, palestrantes, pessoas que iriam dar oficina, expositores, até mesmo um convidado especial da diretoria nacional teve que em seus últimos preparos desistir da viagem. Há! Como realmente não sabemos o que Deus faz, ele prepara grandes surpresas e em mínimos detalhes cuida de sua obra, renova líderes e traz o crescimento dela, Ele capacita os incapacitados.
Assim podemos viver realmente dias de muitas surpresas naquele encontro, animação não saía dos corações daqueles estudantes, gente nova, liderança nova, obreiro novo, tudo era novo! Os estudos em cima do Sermão do Monte foram essenciais pra todo o impacto causado nos estudantes. Oficinas, exposições bíblicas, grupos de discussão, tudo dirigido por pessoas que recentemente fizeram IPL(Instituto de Preparação de Líderes), ou era parte da diretoria regional. As exposições bíblicas eram surpreendentes e empolgantes que foram dadas por nosso mais novo obreiro de tempo integral Fernando Costa e Pastor Olavo, um pastor amigo convidado, cada um com sua forma de olhar diferente sobre o sermão do monte enriqueceu ainda mais as exposições.
Senti palpável esse tempo de renovação dos grupos na região, acredito que sessenta a setenta por cento dos participantes eram calouros de Curso de Férias, o que tornou tudo mais novo naquele tempo em que estivemos em Marabá.
Com o privilégio de fazer um curso dentro da floresta Amazônica (praticamente), fomos surpreendidos com vários bichos exóticos, até mesmo com os macacos, que não eram nenhum pouco pequenos, que faziam a festa pendurados nas grandes árvores durante o por do sol, além das formigas gigantes, pica-paus, e uma linda vista do rio Itacaiúnas, do local onde se realizavam as exposições.
Nas brincadeiras e na comunhão do grupo surgiram várias expressões, como: “Você é um agente de milagres!”, “É disso que eu tô falando!” “ou não!” entre outras que tornavam o linguajar apenas um, a comunhão não excluía a liberdade nas brincadeiras por temos tantas igrejas representadas.
Tivemos participação de um estudante de Boa Vista – Roraima, João Rafael, vulgo Big Jhon, por ser o mais alto entre os participantes, três jovens da Aliança Bíblica de Secundarista representados por cidades diferentes, além de outras participações de estudantes que abriram núcleos em novas cidades.
O passar por algumas situações naquele lugar fizeram o curso mais impactantes, pelas meninas terem que enfrentar uma cobrinha, sapos coloridos, aranhas, tornaram os meninos mais prestativos para ajudarem na armação das redes e na organização do local. O servir era a parte essencial do curso, o lavar de banheiros, lavar de roupas, lavar de grandes panelas das refeições, além dos próprios pratos, o servir comida as pessoas na cozinha durante as refeições, traziam grandes lições aos estudantes sobre o serviço.
Percebemos ainda que o que mais impactou os estudantes naqueles dias, além da comunhão entre eles, foram os momentos de silêncio reflexivo. Podemos compartilhar vários testemunhos que arrancaram muitas lágrimas dos participantes e dos que testemunhavam. Um mural feito por algumas meninas ajudaram no compartilhar daquele curso de férias.
Para fechar todos os momentos vividos, junto a santa ceia, compartilhamos de um milagre maior, o nascimento de um bebê na fé. Durante aqueles dias uma cozinheira que não conhecia daquela comunhão, amor e adoração tão profundamente e não tinha certeza do seu futuro foi surpreendida com a alegria de uma das estudantes que a ajudava colher alface e couve para salada e descascar laranjas para o almoço, o amor era visíveis nos olhos da estudante, até que no ultimo dia, a estudante tomou a coragem de falar mais claro sobre o amor de Cristo e a decisão de segui-lo, a cozinheira tomou sua decisão, e aquela alegria compartilhada foi tamanha que arrancaram gemidos de alguns estudantes.
Ainda estou estupefata e surpreendida pelo que Deus fez naquele lugar, alguns diriam que fora o melhor CF desde os últimos anos. Estamos felizes e alegres pelo que Deus fez no meio de nós, a minha sensação na volta era ter acabado de chegar do IPL. Pedimos oração para que aqueles dias estejam marcados na vida dos estudantes, e toda a alegria de servir e levar um comprometimento a sério da missão se estenda aos estudantes nas cidades em que retornaram. Agora só nos resta agradecer a Deus por tudo que ele fez naqueles dias!

De sua irmã em Cristo,
Tályta Henya
Secretária Regional / ABUB - Norte

Evangelho Maltrapilho


Finalmente terminei de ler parte das minhas obrigações...rsrsrs
estou indo, se tudo der certo, e se Deus quiser, ao IPL,
Instituto de Preparação de Líderes da Aliança Bíblica Universitária do Brasil... =P
eita.. nome grande..rsrsrsrs

então decidi colocar minha resenha, do que tenho aprendido esses dias, aqui no meu blog que faz um tempão que não abro..rsrsrs


Esse livro em especial, é como se estivesse com o ar preso, prendendo a respiração, e de repente alguem me grita, ufaaa... podemos respirar agora, é .. o amor de Deus é tão incondicional e eu não imaginava o tamanho, a verdade é que nao conseguirei calcular nunca o tamanho da graça de Deus, onde insistimos em permanecer no desalento do orgulho-próprio, ou de tentar agradar a Deus de alguma forma
Outra vez Deus me ensina a confiar nele... (nunca paro de aprender sobre isso)


O livro de Brennan Manning foi escrito para pessoas inúteis, defeituosas, mendigas, ou que se torna uma depois de perceberam que suas justiças não são mais do que trapos de imundices, e percebem que são maltrapilhas. É para pessoas de coragem que enxergam a sua natureza pecaminosa e admite-a. O livro nos resume a busca da humildade e o reconhecimento e a aceitação da graça.

Chamou-me bastante a atenção a forma descrita no livro, de como nos encontramos em ansiedade, na busca contínua de impressionar a Deus com nossas obras ou méritos pessoais, buscando a espiritualidade rigorosa, sem erros, a perfeição, quando não podemos encontrar em nós mesmos, tornando a palavra “graça” bastante banal, não lembrando das palavras de Jesus: “não vim para os sãos mas para os doentes”, nos enquadrando no perfil dos supermans. É verdade também que a busca não estar apenas para impressionar a Deus, mas a homens, provavelmente na esperanças de ser aceito, ou por causa do orgulho próprio, vivendo inconscientemente na hipocrisia do homem perfeito.

O livro também explora a grandeza de Deus, e o seu amor extravagante para com os maltrapilhos, revelando a grandiosidade da sua graça. Aprendemos que Deus não é um deus de barganhas, de “eu faço e ele cumpre”, mas um Deus de misericórdia e compaixão com aqueles homens mais imperdoáveis e repugnantes que conhecemos, e parecem não ter solução. O Amor de Deus constrange a todos, e ele convida-nos a partilhar dessa graça extravagante, contando aos outros maltrapilhos “onde encontramos o pão”.

A tormenta de viver uma vida certa e controlável, santa, ou uma vida de “ideais morais” nos fazem serem pessoas insensatas, religiosas demais, onde na verdade os nossos esforços não nos levam a vida que queremos, ou que deveria ser, nos tornando pessoas de difícil convivência, sempre fingindo acreditar que somos pecadores, acreditando fingidamente que fomos perdoados, nos levando a uma vida falsa, e depois de tantos erros e ao se encontrar com o desespero, e o anseio pela liberdade do medo, percebemos que deveríamos ser um pouco mais honestos, encontramo-nos com a única coisa em que devíamos nos apegar, ao amor de Deus e a sua misericórdia, que nos aperfeiçoa através de uma entrega ao seu Filho, que foi sacrifício perfeito, e tira todo o medo.

A percepção das menores coisas também me chamou muito a atenção, o pedido do assombro, é singular, deparar-se com pequenas coisas, atos, surpreender-se com o novo e o obvio, são características de maltrapilhos, do ato de valorizar as coisas mais belas e as mais previsíveis que nos acontecem, quanto mais ainda ao assombro da graça.

O convite da Graça, a boa nova, é constante em nossas vidas, é preciso ter fôlego, deveremos estar sempre dispostos a confiar, a se entregar novamente, a se arrepender, ser sempre humilde para reconhecer os erros, “real o bastante para que os outros vejam o quanto somos falsos”, estar pronto para o fracasso novamente, reconhecer constantemente a graça de Deus, não temos nada a perder se já temos tudo perdido!

Descansar no amor de Deus, relaxar na presença dEle, “ser tomado por uma grande afeição”, dependência radical e entrega confiante, deve ser uma constante na vida cristã,.

O cumprir, o estar apreensivo por fazer as coisas certas, e estar na linha, realmente são um das minhas preocupações, mas impactante foi a leitura para mim e sempre estarei aprendendo e lembrando do ser a maltrapilha que sou, aprendi mais uma vez, que não podemos fazer nada para merecer o amor perfeito, o Amor do nosso abba. Nada podemos acrescentar a nós mesmo para sermos aceitos. Aprendo a cada dia apenas confiar no seu amor e aceita-lo e compartilhar dessa boa nova aos meus amigos maltrapilhos. Devemos refresca a memória a todo o momento, do verdadeiro maltrapilho que somos, e devemos lembrar de Deus como o abba, o papai, pois a familiaridade não exclui o respeito. Nós nascemos quebrados porém, o amor, a graça de Deus é o único que nos cola.


Tályta Henya

Blog parado