Refinar a atenção

Uma vida espiritual não conduz necessariamente à tranquilidade, à paz, ou para um sentimento bonito sobre nós mesmos ou sobre como é bom estarmos junto com outros. O processo de lapidação pode ser doloroso: pode significar ficar sozinho em um lugar onde você nunca quis ter ido; pode levar você a uma vocação que você nunca procurou; pode pedir-lhe para fazer coisas desconfortáveis; ou pode pedir-lhe para que de forma obediente e rotineira faça coisas confortáveis, que não são muito drmáticas, quando na verdade você prefereria uma aventura. A verdade espiritual é que Deus está agindo em cada um de nós, e nas nossas comunidades e famílias. Muitas vezes, a companhia de amigos de confiança permite ver como Deus está trabalhando. Nem sempre conseguimos nós mesmo enxergar a atividade de Deus.

Uma vez que esta realidade é aceita, então somos livres para dizer: "sim, Deus está falando comigo, Deus está falando conosco." E então, se reconhecermos o chamado de Deus para nós, lentamente nossos olhos se abrem, e nós começamos a ver o que já aconteceu. Começamos a ver a grandeza de Deus que se revela em acontecimentos diários, e nossas vidas se transformam em um ato de obediência. A obediência significa, portanto, ir aos poucos permitindo que o Espírito de Deus nos leve a lugares, alguns dos quais prefeririamos evitar. Como Jesus disse a Pedro: "Quando você era mais jovem, vestia-se e ia para onde queria; mas quando for velho, estenderá as mãos e outra pessoa o vestirá e o levará para onde você não deseja ir" (joao 21.18). Sim, Deus é um Deus exigente, o amor de Deus é um amor persistente, e quando Deus exige muito de nós, ele o faz motivado por amor divino.

Henri Nouwen

A beleza

Despojada de vaidade, ela ia passando, suavemente, em passos lentos levando consigo um encanto simples que tirava o fôlego do luxo vivido naquele bairro. Olhar singelo, mãos calejadas, ela não tinha nada a não ser sua alegria, sua arma era sua pureza e sinceridade no olhar, nada mais.
O curioso era sua personalidade não curiosa, as pessoas daquele bairro a conheciam desde pequena, mas suas atitudes e seu comportamento mostravam-se singelos e a única razão da alegria daquele coração espontâneo estava além do que alguem imaginará.

Hospitalidade

Eu bem que gostaria que a hospitalidade me visitasse
Para aprender a receber, sem olhar minha própria condinção
Abraçar e envolver a quem precisa, como o Pai já me ensinou

Eu bem que gostaria que a hospitalidade me visitasse
Me visitasse e me mostrasse o que é receber de verdade
Como eu bem queria ser recebida,
a qualquer momento, bater na porta, sem avisar
e ver o sorriso no rosto a alegria de quem me recebe
Porque na verdade sempre é bom receber.

Eu quero praticar a hospitalidade
Posso estar desarrumada, sem muita comida em casa
mas quero ter a garantia
de que o que eu puder compartilhar,
 vai ser recebido com grande alegria,
porque essa é dos pontos em comum para a nossa comunhão

Eu quero praticar a hospitalidade
também no meu coração,
porque aí, talvez eu não tenha muito a oferecer,
mas sei que quando eu dividir o que eu tenho em mim,
isso será multiplicado

Confiança e Esperança - Informativo Ministerial


Informativo Ministerial - Julho/2012

Quatro meses em São Paulo. Confiar no Senhor é o que mais aprendi nesses últimos meses. Ao passar os dias me descubro mais missionária, foi na ABU que aprendi o que significava missão integral, no meu dia a dia esse conceito tem se tornado cada vez mais relevante.

Você provavelmente já deve ter passado por algumas mudanças radicais na sua vida, de estar longe da família e amigos queridos para viver uma nova vida, uma nova vocação, por trabalho ou estudo. Você deve me entender bem. Ser missionária em uma cidade tão pluralista, me ensina muito sobre o que é viver com integralidade.

Além do meu trabalho ministerial com a ABUB, desde que cheguei tive a oportunidade de dividir um teto e lidar com pessoas que são bem diferentes de mim, em suas histórias e personalidades, tenho pedido sabedoria de Deus para que eu seja instrumento dEle no lugar onde estou morando.

Algumas dificuldades pessoais me fazem refletir sobre como tudo que vivemos é tão passageiro, tudo é tão transitório. Tenho lembrado sempre que Cristo é meu Senhor, nas alegrias, nas dificuldades, nas indecisões, nos desafios, nos meus fracassos e minhas vitórias, percebo mais que somente nEle está seguro minha vida. Aleluia!

É entendendo isso que sigo caminhando no caminho da vocação na missão estudantil. Tem sido muito gratificante e desafiador trabalhar na área de mobilização de recursos, nossa equipe aqui do escritório tem planejado e avaliado nosso modo de trabalho, dado suporte a grupos e obreiros e cuidando dos nossos recursos financeiros. Tenho a alegria de ser acompanhada pela Giovanna Amaral, nossa assessora de comunicação. Pouco a pouco estou desenvolvendo melhor meu trabalho com ajuda dela.

Os desafios são enormes, mas acreditamos muito nesse trabalho como uma meio de desenvolvimento da organização. Temos o sonho de alcançar nossa sustentabilidade, ter mais obreiros e viabilizar a missão em mais cidades do Brasil.

ATIVIDADES

No mês de junho participei do meu primeiro Curso de Obreiros,  um encontro com todos os obreiros e que acontece duas vezes ao ano. Estudamos o livro de Tiago, avaliamos, planejamos, refletimos sobre nossa vida ministerial, trabalho de campo  e contamos com a presença do Ricardo Wesley, missionário no CBU (ABU do Uruguai).

Logo depois aconteceu o Congresso Nacional da ABUB, participaram cerca de 200 pessoas. Foi um tempo precioso com estudantes de vários lugares do Brasil, revi queridos amigos da Região Norte. E como fazia muito frio, eles estavam todos "virando picolé" no congresso...rs (veja a foto ao lado).

Em junho também tive a oportunidade de participar de um encontro de antigos ABUensses de São Paulo da década de 70 e 80. Foi revigorante ouvir os testemunhos, desde o processo de conversão, ainda quando estudantes, até o discipulado na ABU e vida pós universidade. Todos se sentiam muito gratos a Deus e diziam: "Como vale a pena seguir e amar nosso Senhor Jesus Cristo!". Muitos deles conheceram os primeiros missionários que trabalharam na ABUB.

Agradecimentos:
- Agradeço a Deus pelo cuidado dele com minha vida através de várias pessoas aqui em São Paulo. É incrível perceber em pequenos detalhes o cuidado dele;
- Agradeço a Ele pelo tempo precioso da visita da minha amiga Adda Cutrim no início de Junho e minha prima Helines Sousa no início de Julho;
- Pela minha moradia e minha amiga de quarto, Millenne. Ela tem sido uma companheira de oração;
- Pelas aulas de violoncelo na escola do estado, o EMESP.

Pedidos de Oração:
- Pelo meu sustento. Esse mês estarei buscando alguns doadores para meu ministério;
- Pela minha participação no Curso de Férias da Região Norte e visita a família e igreja em Imperatriz no final de Julho;
- Pela minha saúde;
- Por sabedoria para lidar com o tempo e as minhas muitas prioridades de trabalho.


Veja a versão desse informativo em outro formato. Clique aqui.

Alteridade

És o diverso de mim
És o começo sem fim
És calmaria e tufão
És claro dia e vulcão

És tão distinto e igual
És o completo, parcial
Raio cortante, trovão
Pleno silêncio e canção

Vibração, e ação
Tudo aquilo que não sou
Tudo aquilo que passou
Tudo aquilo que virá
E será

És a palavra final

O primeiro sinal
De que virá amanhã
De que haverá amanhã
És colorido, balãoÉs a dureza do chão
Toda a leveza de amar
Todo o medir e pesar

E soltar, e saltar
Ttudo aquilo que não sou
Tudo aquilo que passou
Tudo aquilo que virá
E será


Música de Gladir Cabral

http://soundcloud.com/estudiofam/alteridade?utm_campaign=share&utm_content=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Festudiofam%2Falteridade&utm_medium=facebook&utm_source=soundcloud

Tempo assim é de aproveitar também



Nos vais e vens da saudade, boa música e poesia para sentir o coração.

Vem me acompanhar de perto,
e amanhecer chovendo o dia.
No silêncio, na demora,
quem nunca provou da sua companhia?
Vem na falta que me faz,
no perfume na canção.
Chega assim sem avisar.
Só da trégua quando eu te encontrar.

Até lá, nem quando, nem onde,
fecho os olhos suas cores vem.
Desde sempre te ouço dizer,
tempo assim é de aproveitar também.



Paulo Nazareth

Informativo Ministerial - Abril


Já faz um mês e meio que moro em São Paulo. Durante esse tempo tenho refletido muito sobre meu propósito de estar vivendo aqui. Recordo que em minhas orações, pouco antes de terminar a universidade, expressava a

Deus minha vontade de trabalhar em uma organização missionária que fosse relevante no estabelecimento do seu Reino e que trabalhasse com uma visão estratégica. Quando saio para casa, depois do trabalho, lembro-me sempre disso e meu coração salta de alegria, sei que estou aqui pela vontade de Deus e me sinto privilegiada por isso. É maravilhoso!

Como parte da adaptação a cidade, sinto-me só. Recordo sempre da família, dos queridos amigos da ABU Imperatriz e dos irmãos da minha igreja local. Sinto muita falta da familiaridade. Ao mesmo tempo sou fortalecida com palavras de ânimo singelas e encorajadoras de alguns amigos, com o convívio com o pessoal do escritório e com nossas manhãs devocionais. Sinto sempre a necessidade de estar em sintonia com o Senhor para recordar o sentido pelo qual estou aqui e não estreitar a visão dos meus sonhos e propósitos.


Desenvolvendo meu trabalho
Aos poucos meu trabalho mostra-me que é ainda maior e desafiador. Trabalho na equipe nacional da missão, com o ministério específico de mobilização de recursos, um trabalho muito estratégico para o desenvolvimento e sustentabilidade da missão. Percebo nitidamente o Senhor nos sustentando e nos chamando a confiar nele.

Durante esse um mês e meio, iniciei o acompanhamento dos obreiros novos e atuais e lideranças estudantis regionais (para a área de mobilização de recursos), e o relacionamento com os doadores da ABUB.  Reuni-me também com a secretaria executiva e o obreiro Fernando Costa,  em uma campanha de fortalecimento da missão na Região Norte. Graças a Deus por esse tempo!

Tempo de solitude!

Estive meio nostálgica depois da experiência na Polônia. Estar fora do meu país realmente é uma experiência interessante. Muitas vezes me sentia como um bebê, meia incompreendida, mas feliz por estar vivenciando tantas coisas novas, desdes os mais singelos atos, ao caminhar, ao conversar, ao trocar dinheiro, ao adaptar-se ao fuso horário. Tudo era novidade! Ao olhar as fotos me vinha a mente tudo que vivenciei, os amigos que fiz, a tentativa de falar portuñol, a tentativa de expressar-me em inglês, o cansaço, o medo, a confiança, os sorrisos, as companhias, as diferenças, o partir do pão na ceia, as culturas, a paciência das pessoas, a gentiliza dos estudantes poloneses anfitriões do evento, as conversas do coração, a música, a invasão dos latinos a uma casa de café, a viagem pós polônia.... eu não pararia por aqui!
Foi lindo passar o aniversário na Polônia. Os amigos brasileiros cantaram "parabéns" pra mim na virada do dia, sai com um grupo grande de latinos de vários países, e na tentativa de fazer amigos até constrangi um amigo que descobriu que eu estava fazendo aniversário naquele dia. No entardecer do dia eu estava na praça central de Cracóvia observando os turistas, os pombos e as crianças, e sentir o vento e o clima daquele lugar foi totalmente nostálgico, só tinha que agradecer a Deus pelos lugares que eu estava caminhando.
O mais complicado foi tentar compartilhar tudo isso ao chegar em casa. Eu sabia que para conseguir digerir tudo, me custaria tempo. Minha sensação é que eu precisava aprender mais, muito mais! Despertei mais meu espírito de aprendiz. Eu precisava parar, parar para me escutar e entender o que eu deveria aprender. Foi um tempo inesquecível!
Depois da minha dedicação em tentar compartilhar o que estive aprendendo, passei a me dedicar integralmente a projeto de monografia. Foi muito difícil encontrar um tema que eu gostasse e que eu achasse que realmente fosse relevante para minha profissão e para o Reino.
Muita coisa do meu curso não fiz com tanta disposição como eu deveria fazer, mas sabia que a monografia era algo tão único que deveria ser do meu jeito. Estudando, encontrei um assunto interessante sobre "Redes", me aprofundei bastante no assunto e me apaixonei! Totalmente atípico, instigante, desafiador, mas empolgante e atual! Estudei a teoria de redes, li livros, muito artigos e vi vídeos, mas durante todo o desenvolvimento me sentia em meio a uma selva, onde eu deveria desvendar caminhos, passar por alguns lugares várias vezes para entender os caminhos e mapear o lugar.
Me senti muito só durante esse caminho, até entender que meu estudo se encaixava em uma experiência anterior, uma campanha de combate a corrupção "O que você tem a ver com a corrupção?" que foi desenvolvida pelo Ministério Público, essa experiência foi fantástica! Os promotores que tomaram a frente da campanha tem uma visão que poucos cristãos tem. Assim fiz o estudo de caso da campanha.
Na mesma época em que eu intensifiquei o estudo, eu perdi o emprego no estágio que fazia pela universidade. O estágio me garantia algum dinheiro e financiava boa parte das minhas viagens da ABU. Perder o estágio ao mesmo tempo me ajudou a dispor mais tempo para a monografia, e a entender meu tempo de solitude.
Esse foi o tempo de estar só, de ter solitude e de aprender a estar concentrada. Bem, o resultado desse tempo foi um grande exercício de estar em silêncio, mais quieta, e de estar mais disposta para concentrar-me nos estudos e na reflexão. Esse tempo realmente foi importante. Trouxe a tona muitos questionamentos, não somente por causa do fim do curso,de uma etapa de escolhas sobre como eu iria prosseguir minha vida após a universidade, mas também de como eu estava dirigindo minha vida, e de que forma eu estava nutrindo minhas raízes nesse tempo de preparação e de que forma eu deveria me preparar. Foi doloroso, mas pude encarar meus medos, meus defeitos, meus pecados, meus temores.
Descobri ainda que somos mais capazes do que imaginamos quando nos propomos a viver uma vida pelo Reino de Deus, que o esforço é recompensador quando canalizamos para o propósito certo! E que mesmo que pareça que estamos na contra-mão de tudo, mas quando temos a convicção sobre a maneira que queremos viver e nos concentramos no propósito do nosso chamado maior, lutando incansavelmente, enxergaremos os bons frutos na frente.

Um super resumo do que vivi na Polônia!







“Ele recebeu autoridade, glória e o reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram. Seu domínio é um domínio eterno que não acabará, e seu reino jamais será destruído.” Daniel 7:14



Senti como se eu estivesse em um pedaço do céu. E essa sensação se prolongou em vários momentos na Assembleia Mundial da IFES na Polônia. Juntos – mais de 150 nações – cantávamos em uma só voz “Holy, Holy, Lord God Almighty ...  all the saints adore Thee” (Santo, Santo, Senhor Deus Poderoso... todos os santos te adoram). Confesso a vocês que esses momentos de louvor foram muito significativos para mim e, sem dúvidas, acrescentou a minha fé.
A Assembleia Mundial da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos (sigla IFES, em inglês) aconteceu no período de 26 de julho a 03 de agosto, em Cracóvia, na Polônia. Esse país é muito marcado pela Segunda Guerra Mundial; sua história parece muito viva enquanto andávamos pelas ruas de Cracóvia. 
Próximo à cidade ainda é conservado um grupo de campos de concentração e extermínio chamado Auschwitz-Birkenau, onde morreram de um milhão à um milhão de meio de pessoas. Lá encontramos a triste memória dos horrores da maldade dos homens. 
Minha amiga Jessica Grant descreveu muito bem algumas partes visitadas na Polônia: “... ao ver cada prédio destruído aprendi a ver que aquilo era um pedaço da história. Polônia não é um turismo "cool". Não é tipo: ‘Oba, olha lá a Tour Eiffel ou a Estátua da Liberdade, ah que divertido’. É mais algo como: ‘Veja só, um símbolo da lembrança da maldade humana’, a prova de até quais pontos ela pode chegar. Horrível, mas humanizador”.
 E nesse cenário polonês senti o contraste e o paradoxo da vivência e autenticidade da fé cristã. Ouvi histórias e conheci pessoas que me fizeram abrir ainda mais meus olhos ao que Deus está fazendo na história da humanidade, como ele age por meio do tempo, cultura e pessoas para restaurar consigo a humanidade caída. 




CONHECENDO CULTURAS
Tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas diferentes. Mesmo com algumas dificuldades de comunicação, estávamos alegres em viver por alguns dias em uma grande comunidade rica em culturas, histórias e vivências diferentes. Pessoas com o pontinho vermelho no crachá nos avisavam que não devíamos divulgar suas imagens na internet: eram pessoas especiais que moravam em países sem liberdade religiosa. 
Pude perceber que os problemas e a vida dos países na América Latina são muito semelhantes. No final de cada reflexão bíblica pela manhã, nos reuníamos em grupos pequenos para compartilhar e refletir juntos o que estávamos aprendendo. No meu grupo havia pessoas da Argentina, Panamá, Inglaterra, México, Costa Rica e Uruguai.


PENSAMOS JUNTOS...
Na Assembleia tivemos uma delegação de doze brasileiros: oito estudantes, uma profissional e três obreiros. Eu e outros estudantes chegamos para um pré-encontro onde nos reunimos e discutimos temas desafiantes e que depois foram expostos em fóruns. 
Algumas das reflexões foram: Porque estudantes cristãos perdem sua fé no ambiente estudantil? Como compartilhar sua fé em um país que perseguem cristãos?. Discutimos sobre as principais correntes de pensamentos, ideias ou cosmovisão da universidade que diferem, vão contra, ou desafiam a cosmovisão cristã (relativismo moral, o evolucionismo, o pluralismo, etc.), bem como a compreensão do estudante cristão a respeito da homossexualidade.
 Outras questões foram: que aspectos da cultura inibem ou ajudam na propagação do Evangelho? Que influência temos nas políticas estudantis? Como a prática social nos faz parte da nossa evangelização? Esses entre muitos outros que desafiam nossa identidade cristã na universidade.

Uma questão muito interessante levantada como uma consulta na Assembleia foi sobre o estudo da Bíblia entre os jovens cristãos. O objetivo era ajudar a construir um engajamento relevante com as Escrituras, confiando no poder da Palavra de Deus dentro de culturas dos movimentos e desenvolver novas abordagens que ajudarão esta geração de estudantes a se interessar e serem atraídos pelas Escrituras, aprenderem a se aprofundar na Palavra de Deus, e se tornarem firmemente enraizados em Cristo.
Participei também de alguns fóruns como a “A arte no ministério estudantil”, que nos ajudou a repensar como esta nos ajuda na comunicação e na compreensão do evangelho; o outro fórum foi o “Criando discípulos para toda vida”, onde compartilharam ideias do trabalho da IFES com profissionais na Europa. Os profissionais ajudam os estudantes e recém-graduados, por meio de mentoria, a entenderem como sua profissão é relevante na construção do Reino de Deus, ajudando-os a entenderem sua vocação e mostrando formas práticas do engajamento cristão no ambiente profissional. 
Muito mais tenho para compartilhar com vocês; ainda estou digerindo toda a experiência. A sensação é que tenho muito a aprender e a caminhar, e este é só o começo dessa caminhada. São muitos os desafios, mas estou feliz por entender que Deus é o principal autor dessa história e eu sou uma serva que está inteiramente à disposição na construção do seu Reino.


AGRADECIMENTOS
Esta experiência não poderia acontecer se não fosse pela boa dádiva da graça de Deus, que me fez perceber seu agir nos mínimos detalhes da preparação dessa viagem, provendo de forma inesperada tudo que faltava.
Agradeço aos irmãos que estiveram em oração durante esse tempo. À minha igreja local e ao pastor Antonio Carlos, no bairro Boca da Mata; aos amigos do ministério da ABU, em especial na Região Norte.
E um agradecimento especial ao grande apoio dado pelo pastor Raul Cavalcante, presidente da Assembleia de Deus em Imperatriz/MA e ao Joceli da Fonseca.
Aos meus pais que me apoiaram e me ajudaram em tudo; a boa parte dos meus familiares, que me apoiaram financeiramente e me receberam em suas casas: aos primos Raphael Silva e tia Vera, Helines Sousa e esposo, Helaine Cristina e tia Neide Sousa, Marcos Alencar e tio Neemias Alencar e tia Olindina Sá.
Aos amigos da ABU que também entram nessa lista: Thaysa Farias, Jessica Grant, Jobson Lyrio e os queridos assessores Tim e Joyce Keliher. À Caroline Batista e Eduardo Oliveira, por me ajudarem com a ideia e revisão dos textos dos informativos. Obrigada a todos que me apoiaram direta e indiretamente, pois seriam muitos nomes escritos aqui.

Cheguei em Cracóvia!

Fazer essa viagem foi uma loucura! Até que em fim cheguei em Cracóvia na Polônia!
Eu estava no Rio de Janeiro com meu primo Raphael, passei um tempo muito bom lá e revi alguns amigos da ABU. Meu voo sairia as 15:30h na sexta feira então cheguei meio dia, fiz o chekin, resolvi algumas pendencias da viagem e fui pra sala de embarque, foi então que descobri que eu estava na sala errada, pois não deveria ter ido pro embarque internacional mas pro embarque domestico. Perdi o avião! Nunca pensei em toda minha vida perder um avião chegando três horas antes do embarque, mas para eu perceber ainda mais a mão de Deus consegui remarcar a passagem pro dia seguinte pagando uma taxa absurdamente barata, fiquei muito aliviada!

A viagem foi muito tensa, fiquei com medo de errar mais uma vez ou não encontrar o lugar de pegar os próximos voos. No voo internacional só se falava inglês e alemão, tudo bem, meu inglês é daquele que dá pra se virar legal, sentei ao lado de um francês, trocamos poucas palavras em português pois ele não sabia inglês, mas foi bem tranquilo, dormi um pouco no avião até chegar em Munique!

Na alfandega pensei que seria mais demorado, mas rapidamente me deram um visto, corri muito até encontrar minha nova sala de embarque para o voo de Cracóvia, eu só enchergava gringo, mas o estrangeiro agora era eu! Quanta gente loira! Todos falavam alemão ou polonês, fiquei tanto tempo calada que nem eu me suportava. A comida do avião é super estranha, mas com fome a gente come tudo! As comissárias não são como as do Brasil, lindas, muito bem maquiadas e extremamente formais. No primeiro avião internacional tinha uma comissária era super simpática e que gostava muito de conversar, algumas não tão jovens, no segundo avião a comissária já era de idade na faixa dos quarenta a cinquenta anos, achei bem diferente!

Quando cheguei em Cracóvia encontrei o Michael de um país africano com uma bolsa do Cape Town 2010, ele participou do encontro de Lausane ano passado, quando vi, pensei que na certa ele estaria vindo pra Assembleia, eu não me enganei! Ganhei um amigo! Ao sair já tinha algumas pessoas da IFES, poloneses para nos levar para o hotel nos esperando, bem divertidos, foi ótimo encontra-los!

Cheguei no hotel super exausta! A viagem foi cansativa e ficava mais cansativa ainda ouvindo outra língua que não era a minha, depois chamaram logo a gente para fazer um "lunch", um almoço que é bem diferente do que a gente é acostumado, só comi pão, era só um lanche mesmo! Pra variar, pão! Tudo frio! Eu queria arroz!

Encontrar o quarto foi bem intuitivo, não encontraram  a chave pois estaria com minha colega de quarto e o inglês do recepcionista era péssimo! Bati na porta, e alguem perguntou ... "Quem é?". Que felicidade! Era mesmo uma brasileira, a Sarah Nigri, nos conhecemos em 2009 em um encontro da ABU, ela ficou extramente feliz com minha chegada, e eu por encontra-la, ela se sentia deslocada e sozinha, ter um amigo que ti entenda melhor é sempre bom ter por perto.

No jantar encontrei os outros amigos brasileiros, conheci mais amigos de outros países, jantamos uma comida que parece com almoço brasileiro, mas a comida ainda era muito ruim! Depois tivemos um período de louvor muito legal e saimos para conhecer um pouco de Cracóvia!

Chovia pouco, andavamos nas ruas da cidade velha de Cracóvia as oito horas da noite com o sol se pondo vagarosamente conversando em espanhol, portunhol, português e inglês! Muito louco ver gente de todo lugar do mundo andando juntos! O grupo tinha mais latino-americanos que sempre são os mais bagunceiros! No fim da caminhada nos separamos(eu e mais duas amigas brasileiras) para comprar comidas industrializadas, encontramos com um perdido, o Isaías de sampa que se perdeu de algum grupo. Caminhamos mais um pouco, encontramos muitas coisas legais e baratas, já escuro, começou a chover forte, paramos e conversavamos na nossa língua secreta, dá pra fazer agenda pessoal, contar segredos em voz alta..rs

Ainda estou sofrendo com a mudança de fuso horário, cabeça rodando no ritmo do avião, mas tentando aproveitar o tempo aqui e tentando descansar também. Esse só foi o primeiro dia! Temos muitas surpresas nos próximos dias!

Ainda em casa

Sim, sei que estou devendo uma atualização aqui, então voltei para contar algumas novidades!
Quero compartilhar minhas alegrias e desafios dentro do ministério da ABUB na Região Norte, ainda como estudante. Tenho me preparado com alegria para ir à Assembléia Mundial em Julho, e a data está cada vez mais próxima! A ansiedade, alguns medos e alegrias fazem parte da preparação.
Sim, minhas malas já estão quase prontas! Engraçado, algumas pessoas já me perguntaram como foi a viagem! Talvez confundiram, porque em maio eu viajei para Boa Vista (RR) e Manaus (AM), em companhia do Fernando Costa, nosso assessor regional, e de Eduardo Oliveira, de São Luís.
A viagem foi um tempo muito precioso, objetivo foi visitar e oferecer capacitação aos grupos que são novos e encontram dificuldades em participar de treinamentos regionais. Veja alguns depoimentos feitos por estudantes sobre nossa visita:

“Roraima recebeu no fim de semana passado  Fernando Costa e Tályta! Foi muito bom! É um renovo em nossa caminhada!” Priscila Barreto (ABU Boa Vista)
“TMR(Treinamento Micro Regional da ABUB) super esclarecedor,aprendi muito,agora é hora de botar em prática!” João Pedro (ABU Manaus)

 
Nos alegramos por sermos canais de fortalecimento dos grupos, foram momentos de comunhão, crescimento, amadurecimento. Logo depois de Manaus, visitei Teresina-PI, onde será realizado nosso Curso de Férias 2011, visitei alguns núcleos de ABU e ABS. Como essa família de estudantes é grande! Orem por isso!

 



Para justificar mais ainda meu tempo sem escrever, aqui em Imperatriz de 29 de abril a 01 de maio, organizamos um treinamento pra estudantes e contamos com participação de algumas cidades vizinhas como Marabá-PA, Araguaína-TO, Teresina-PI e São Luis-MA.

É uma alegria fazer parte disso tudo, enquanto estudante!

Todo esse contato será imprescindível para compartilhar do nosso trabalho, história e desafio na região Norte do Brasil, na Assembléia Mundial na Polônia, e ser canal de aprendizado.

Rumo a Boa Vista e Manaus!

Esses dias não estão sendo fáceis, muita correria desde a hora que cheguei de viagem, e por pouco não conseguia uma passagem de volta para casa, já aprendi a lição, sempre compre passagem de ida e volta se você quiser voltar na data certa!

Daqui a duas semanas estarei viajando para Boa Vista e em seguida para Manaus. Deus foi gracioso, consegui passagens por um preço bem baixo, quase sem custos por milhas no período de recesso do estágio. O objetivo da viagem é visitar o grupo da ABU em Boa Vista e ajudar na programação do Treinamento Microrregional em Manaus, onde deve participar grupos dessas duas cidades. Estou indo com o nosso assessor regional Fernando Costa sei que será um tempo de crescimento. No treinamento darei uma exposição bíblica e possivelmente uma oficina, estamos trabalhando o livro de II Timóteo. A correria da semana será conciliar teste e trabalhos da universidade, aproveitar o tempo para conseguir alguns mantenedores para as viagens missionárias e encontrar um tempo para descanso, estudo e organização.

Ore por isso! Logo nos vemos por aqui ... =)

Visita rápida à ilha

Olá pessoas! Passando aqui rapidamente para contar que hoje estou em São Luis-MA. Vim fazer um concurso que me rendeu uma viagem, gosto muito disso! Estou na casa de uma amiga querida, a Carol, foi um enorme prazer aceitar o convite de estar compartilhando alguns momentos de conversa com ela em casa, apesar da viagem ser bem rápida.

Hoje foi uma aventura para chegar no local da prova, pegamos um congestionamento e uma chuva, nós estavamos de moto, vantajoso para andar entre os carros e desvantajoso por chegar na sala molhada pela chuva, no fim consegui chegar a tempo e fiz a prova tranquila!

Decidi ficar um dia a mais devido a dificuldade de encontrar passagem de volta, dia das mães e concurso ao mesmo tempo congestionou os onibus...rs

A noite fomos a Igreja Batista do Rio Anil, fizeram uma homenagem ao dia das mães, fiquei triste por não estar perto da minha hoje, e não tive a oportunidade de falar com ela. Depois do culto visitei o projeto onde a Carol, Edmilson e Márcia estão começando a desenvolver, um trabalho de desenvolvimento de uma comunidade que mora em palafitas, o trabalho inicial deles estar na criação de vínculos de relacionamento com a comunidade, são muitos os desafios frente as condições que a comunidade enfrenta, fomos levar alguns presentes para mães que já tem um relacionamento de amizade mais sólida, eu nunca havia entrado em uma casa de palafitas e andado sobre elas, um pouco perigoso, foi interessante ver como as pessoas já começam a responder as visitas frequentes que o grupo faz, eles vão ali duas vezes na semana.

A novidade é que em julho antes de eu ir a Assembléia Mundial IFES, tenho uma boa possibilidade de fazer um curso no CADI (Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral) sobre desenvolvimento de comunidades, esse assunto me chama muito atenção e estou pretendendo desenvolver alguma pesquisa no meu trabalho de conclusão de curso seguindo essa linha, por uma questão de tempo estou adiando minha formatura para desenvolver uma pesquisa com mais calma e mais maturidade no assunto.

Estou muito feliz por tudo que tem acontecido, Deus tem me dado sua graça e boas possibilidade de aprendizagem.

Está valendo o tempinho aqui na ilha, amanhã espero me encontrar com outros amigos queridos e logo depois voltarei para casa.

Divulgando ... =)

Hoje comecei a divulgar sobre minha participação na Assembleia Mundial IFES, muita coisa já aconteceu e Deus tem me abençoado, as vezes me dá um frio na barriga lembrando sobre todos os preparativos da minha ida, são muitos detalhes para estar tranquila para a viagem, principalmente porque estou no fim do meu curso.

Ainda distribuirei alguns informativos impressos para alguns amigos, pastores e pessoas que poderão me ajudar financeiramente, tenho até Junho para estar com o dinheiro completo da Inscrição! E a primeira parcela da inscrição devo pagar esses dias.

Através desse blog estarei compartilhando sobre minha preparação e tudo que acontecerá por lá! Acompanhem! =)

Representação Brasileira em um encontro mundial na Polônia.

Em dezembro de 2010, recebi um e-mail com um convite surpreendente, referente a uma indica-
ção pela diretoria nacional da ABUB (Aliança Bíblica Universitária do Brasil) como possível representante do movimento brasileiro na Assembleia Mundial da Comunidade Internacional de
Estudantes Evangélicos (CIEE) ou IFES (sigla em inglês).

A Assembleia Mundial IFES é realizada a cada quatro anos onde se reúnem mais de 160 países,
o encontro tem um significado importante para a evangelização mundial, e participar dele me faz entender a grandeza do Corpo de Cristo e da Missão da Igreja e seus desafios, que estrategicamente pensa como comunidade global alcançando estudantes ao redor do mundo.

Evangelizar uma população que deverá alcançar cargos importantes na sociedade em seus respectivos países não seria bastante estratégico?

Durante o encontro nos reuniremos para adorar, avaliar e fazer planos para o futuro. Serão abordadas questões atuais relativas à atuação do cristão no mundo pós-moderno, aspectos positivos e negativos das tecnologias da informação, envolvimento de estudantes e docentes nas universidades e escolas, justiça econômica global, questões relacionadas à diversidade religiosa e visões no mundo como o islamismo, ateísmo, comunismo, pluralismo religioso.

Será também um tempo para compartilhamos mutuamente o que Deus está fazendo nos campi das universidades e escolas em todo mundo.

O encontro será no Auditório Maximum da Jagiellonian University, em Cracóvia, Polônia, nos dias 26 de julho a 3 de agosto de 2011.

Em todas as culturas, línguas e nações, Iremos adorá-lo, fazendo-o conhecido!

No ônibus

              Dentro da rotina nossa vida fica monotona e chata, sempre achei que é necessário olhar além da situação, do professor que dar aulas, do vendedor de lanche, do açougueiro, do padeiro, do gari, do motorista, de todas as situações e pessoas que compõe essa rotina, é legal observar, muitas vezes elas nem percebem o valor que elas têm e nem nós!
              Acredito também que não percebemos que tipos de marcas deixamos na história das pessoas, não sabemos em que encaixe nesse grande quebra-cabeça da vida as pessoas realmente se encaixam e se tornam tão importantes.
             Ele estava ali, na minha frente, fiquei muito surpresa ao subir no onibus e me deparar com o sorriso dele, em resposta eu rir e me desculpei por estar tão destraída e não ter notado sua pessoa, é... geralmente estou sempre assim, aquele menino cresceu tanto! Quando criança dei aulas pra ele na Escola Biblica Dominical na Igreja que congrego, comecei a carreira como professora muito cedo e por consequência pude acompanhar o desenvolvimento de muitas crianças ali, aquele menino em especial não teria como esquecê-lo pois ao mesmo tempo que ele era muito inteligente eu o achava chatinho, as vezes sinto que ele se apegou a mim. Ao subir naquele ônibus hoje o sorriso dele me respondeu alguns questionamento e me despertou outros, ele era o cobrador do onibus em que por acaso havia pegado para voltar pra casa, eu não costumo pegar ônibus, ando bastante de moto! Mas se minha moto não tivesse com problema e nem meu pai não ter percebido o celular tocar hoje, pois ele ia me buscar na universidade, provalmente eu não teria encontrado meu ex-aluno que há muito tempo eu não o via.
               O que mais me encanta é que muitas vezes não temos noção de como marcamos a vida de uma pessoa, principalmente quando crianças. Minhas atitudes hoje a cada dia me parecem muito significativas. Minha timidez é um impercílio de viver plenamente isso, até demorei para falar com o rapaz novamente agora tão jovem, para convidá-lo a voltar a nossa igreja e dizer que senti sua falta, espero que eu melhore com um tempo.
              Nunca deveriamos ter vergonha de oferecer um sorriso, perguntar sobre a vida das pessoas e fazer-lhes um convite para que não desapareça, sinto muita vontade de fazer isso com todos que estão ao meu redor, mas ainda sinto uma timidez muito grande. Oro pra que Deus me ajude no meu tratar com as pessoas, principalmente as mais humildes, sei que estou melhorando.. sei que estou...

O outro lado do mundo presente - Cultura Árabe

Sempre fui bem tímida, principalmente para começar alguma conversa com alguem desconhecido, isso é um processo pra mim, até eu me sentir a vontade e me abrir. Hoje fiquei até mais tarde na universidade conversando com meus amigos Larissa e Hermenildo, puxamos altos papos, foi divertido, até que tocamos no assunto dos árabes, eu realmente não sei como fomos parar nesse assunto!

Hermenildo nos contou que conheceu uns egípicios que eram missionários, e o tradutor lhe deu um livrinho com trechos da bíblia em Árabe, você sabe né, a gente lê de trás pra frente, super anormal e interessante ao mesmo tempo! Quando vi o livrinho, logo lembrei da esfiharia árabe que fica próximo a universidade, é uma pequena lanchonete que vende comidas árabes, onde os donos são descedentes de árabes, chegamos a frequentar algumas vezes lá.

Ao sair da universidade fomos direto para lá e já estavam fechando! O legal é que foi uma ótima oportunidade de conversar com o dono da esfiharia, fora perfeito para inicarmos uma conversa, logo depois o irmão dele se juntou a conversa e eles então nos contaram sobre a cultura deles e sobre todas os conflitos que existem no Líbano, da qual eles são descedentes. Eu tinha a impressão que eles eram mais fechados, mas me enganei!

Estou surpreendida! Como é interessante conhecer outras culturas, conhecer seus conflitos, história e sua forma de ver o mundo, senti o outro lado do mundo presente naquele momento através das histórias daqueles dois homens.

Descobri que:
 - Eles acham que os cristãos e judeus tem uma interpretação da história de Ismael, filho de Abraão, distorcida;
 - Eles odeiam os Estados Unidos, e não gostam de Israel por terem invadido as terras deles;
 - Quando Israel voltou àquele pedacinho de terra uma tia deles teve que abandonar tudo porque fora expulsa de sua terra, e então ela veio para o Brasil;
 - Existem várias interpretações do alcorão, assim como os cristãos tem da Bíblia e tem suas várias linhas de pensamento;
 - As mulheres nas terras árabes nem sempre usam aquelas roupas de cobrirssem da cabeças aos pés, usam roupas normais como as do ocidental mas não de forma vulgar;
 - Eles tem grande respeito as mulheres e aos anciãos;
 - Os anciãos furma um cigarro árabe sentados na porta de casa;
 - Os grupos radicais são formados por civis, vizinhos aqui e outro lá que possuem armas e fazem armas caseiras para se defender dos ataques dos Estados Unidos e defender suas terras;
 - O grupo dos Xiitas são grupos com uma visão do Alcorão super radicais;
 - É piada pra eles ouvir dizer que a mídia diz para nós que eles se matam para se encontrarem com as vinte virgens no céu;
 - A situação de guerra, a pobreza, e o desrepeito são fatores que influenciam nos radicalismos dos grupos aramados;
 - Há muitas semelhanças em relação aos valores da família e do respeito entre os mulçumanos e cristãos.

Foram muitas descobertas numa noite e eu não poderia de registrar o que pude ouvir, o engraçado é que eles sempre visitam sua terra, mas não conseguem ler a língua deles, analfabetos? ..rsrs Brasileiros! Deve ser muito difícil mesmo ler aqueles rabiscos!

Água no quarto - Diário de uma favelada

Ao ler esse título provavelmente você deve estar pensando que é algum tipo de metáfora, ou mesmo, que eu troquei a ordem... um quarto de água? Não! Literalmente Água no quarto!
Não consigo entender esse fenômeno, mas ele acontece comigo e faz alguns anos que minha casa sofre com a tal invasão de água, é, já fizemos reforma, mas tudo começa de novo no meu quarto.
No início era pouca água aqui, outra acolá no canto, tudo bem, até ter que hospedar alguem no meu quarto. Minha mãe já se preocupava seriamente com isso, eu sempre incrédula que coisas ruins acontecem, não me preocupei, até minha prima chegar, humildemente dispomos de um colchão para ela dormir no chão, foi aí que aumentou mais ainda a água dentro do quarto.
Ela se foi, mas nosso trabalho de todas as noites não, pude encontrar a compahia em uma missão, tirar a água do quarto! Depois que ela se foi, tive que fazer isso sozinha. Hááá... como estão sendo duras essas noites, mas o certo é que nessas noites encontro a solidariedade do meu pai e minha mãe, outro dia até da minha irmã pequena. Todas as noites, estou eu a tirar água do quarto, tenho que gastar pelo menos uns 20 minutos para isso, sem brincadeira! ..rsrs

Pela manhã, minha mãe já até me acorda oferecendo seu par de sandálias altos, tenho a mania de andar descalço e ao acordar não é diferente, o problema é que nessa época eu coloco meus pés na água, uma piscina particular no quarto, é até complicado me arrumar para sair para o trabalho.

Isso ta me parecendo um bom exercício de terapia, ou será de serviço ao próximo?

Ótimo! Lembrei-me da minha querida amiga Carol, que no Curso de Férias da ABU em 2008 me fez engolir as palavras. Havia algumas divisões de tarefas no acampamento para limpeza e todos procuravam seguir rigorasamente seus horários de serviço, até ela se permitr varrer todo o galpão em que estavamos dormindo, simplesmente por estar sujo! Por não ser o dia de limpar, a boba(eu) ainda perguntou..."Mas hoje é o seu dia de novo de limpar aqui? Você já não limpou os banheiros ontem?" e veio a resposta de volta.."É proatividade amiga! Estamos precisando limpar, não preciso do dia certo para fazer a limpeza quando é necessária". Isso foi um choque! A verdade eu nunca tinha pensado dessa maneira, pude aprender docemente sobre estar sempre pronto a ajudar quando percebemos a necessidade!
Exatamente isso, continuou a aprender sobre o bom serviço, pode ser horrível ter que puxar rodos e rodos de água do quarto, mas esses dias me proporcionaram algo maravilhoso, o amor e solidariedade da minha família em atos, pequenos atos de convívio familiar! Mesmo que eu tenha que lavar o quarto inteiro quando o gato faz coco no meio da água!
Eu não trocaria isso por nada!

Ufa, que alívio...

Faz um bom tempo que prometo a mim mesma que irei escrever mais no meu blog, aqui estou eu, tentando compartilha alguns sentimento, sonhos e situações que vivo e que aprendo.
Mais um ano começou, ele me parece bem normal, vocês não acham? Acho que é porque eu nunca havia passado o período de natal a ano novo trabalhando, faz um tempo que estou estagiando, essa semana foi bem parado por lá, pelo menos isso me serviu de consolo!
Outro dia eu estava lendo o blog do Ed Rene Kitiz, gosto muito de suas reflexões, e algumas das dicas para o ano que chegou me chamara a atenção.

"Não fique esperando que sua lista saia do papel. Coloque o pé na estrada. Caso não saiba por onde começar, não tem problema. O sábio disse ao caminhante que “não há caminho, faz-se caminho ao andar”
 É incrível como nos cansamos de fazer planos e mais planos e que nem sempre dão certo, ai ficamos nessa apreensão. É verdade que tenho muito planos para esse ano, mas eu me vi nessa citação, eu realmente não sei por onde começar, o tempo que eu estive estudando esses dias pra alcançar os tais objetivos me fizeram cansar então resolvi descansar, e curtir esse tempo chamado Ano Novo, percebi que devo caminhar apenas, mesmo que em lentos passos, viver com ansiedade para conquistar algo nos torna doentes!
É, esse ano tentarei conter minha ansiedade, é bom perceber que o próprio Cristo continua a me dizer que seu jugo é suave e seu fardo é lever, vou continuar o seguindo, sei que dei algumas paradas no caminho, mas não é tarde para continuar a caminhada.
Eu estou em segundo, gosto de lembrar dessa frase, porque tem horas que a gente cansa de ser o primeiro em tudo, é um alívio lembrar que estou em segundo, Cristo é o primeiro e o principal motivo do meu caminhar e do meu ser.

Por um chamado e não por um movimento

Talvez eu tenha me embaraçado no meio do caminho, acredito que ainda não seja tão tarde para voltar. A gente fica empolgado mesmo com a tal imagem, nos auto asseguramos e achamos que aquilo que a gente faz ou participa é bom demais, tão demais que passamos a confiar nas nossas próprias formas de fazer as coisas e acredito realmente que deixamos de confiar nEle! Esquecemos até os fins, os fins se torna o que fazemos, e o que somos estar a um triz de se perder por não entender o real significado do chamado ou da vocação.

Somos parte da igreja e não de um movimento, espero que isso esteja mais claro dentro de mim. Algumas pessoas me chamam de lado e me dizem: "Você é um benção pra nós, vejo que você gosta mesmo do movimento", confesso que me contrario e fico até triste com o pensamento destas com essa frase, lembro-me do dia em que eu estava a fazer uma simples atividade escolar e senti um enorme desejo de começar um grupo que pudesse compartilhar da nossa fé em Cristo para os meu colegas de turma na escola, e mais do que isso, o de impactar aqueles que estavam próximo com nossas atitudes! Não é por um movimento e sim por um chamado!

Nessa liberdade quero seguir, minha motivação não passa pelo movimento, passa pela minha fé em Cristo. Por mais de uma vez talvez eu tenha errado em seguir corretamente alguns passos, preocupando-me com as formas, ou métodos, ou até mesmo o costume de um movimento, tenho que olhar e voltar atrás, rever o que eu tinha como embate, não vou mais me prender ao meio de chegar, eles não serão os fins.

E olha...não quero construir nada, não quero imagem alguma, não quero ser aclamada em nada, Deus me ajude... quero apenas poder sentir o prazer de ter cumprido minha missão a qual sinto por obrigação, esta que ao mesmo tempo não sinto como um fardo, sinto como prazer, é o meu chamado.

Então aproveito para lhe dizer, se você é movido por um ideal, continue... continue... não olhe para trás e não desista.

Quero estar mais disposta, talvez eu precise de um tempo para poder fazer muito mais do que tenho feito por aqui, ainda acho tudo muito mediocre, quero poder ser instrumento de algo maior, e sei que isso terá um preço maior também, mas acho que não fui feita pra me contentar com o pouco, quero poder ver mais, sentir mais, viver mais, quero poder ter o Senhor aqui, mais perto de mim e mais perto de outros através de mim.

Que meu coração esteja sempre nisto, nas coisas eternas, que meu tesouro esteja em ti, Senhor!

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